Janeiro de 2008. Matilde, Patrícia e Tomás estão à porta de um prédio. Os três olham para o telemóvel. Tomás olha para o relógio. Um homem aproxima-se. Ouve-se um telefone a tocar. O homem olha para o telefone que tem na mão e prime uma das teclas. Matilde baixa o braço com que segura o telefona. O homem aproxima-se deles.” Bom dia, eu sou Manuel Vargas. Vocês devem ser a Matilde, o Tomás e a Patrícia. Certo?!” Os três olham-se, entre si. Acenam positivamente.
Esta é a primeira vez que se vêem. Sobem no mesmo elevador, com Manuel Vargas. Visitam um apartamento pequeno, mas recente. Os quartos estão mobilados. A sala de estar é pequena, mas tem um sofá, uma mesa e uma televisão. Tem máquina de lavar roupa. “É das modernas. Dá para lavar e secar”, diz Manuel Vargas. “E pronto! Não tem mais nada que ver. Há dois quartos, uma casa de banho completa…”, acrescenta.
De novo, à porta do prédio, Manuel Vargas despede-se dos três jovens e afasta-se. Matilde é a primeira a meter conversa. “Bem… a casa é porreira. Não é um palácio, mas é limpa e tem luz. Para mim está óptimo. E temos transportes aqui à beirinha!”, diz ela. “Tu não é de cá, pois não?!”, pergunta Tomás, com um sorriso nos lábios. “Eu sou de Viseu”, diz Patrícia, “e estou a estudar moda.” Uma hora depois, estão a despedir-se. “Vemo-nos para a semana, cá em casa?!”, diz Patrícia, sorridente.
Matilde, Patrícia e Tomás preparam o jantar. A mesa está posta. Durante o jantar conversam. Falam sobre si. A sua família e os amigos. Brindam “estou mesmo a ver, vai ser o nosso T2para3!”, diz Tomás. A partir deste momento, estão lançados os dados. Vamos poder seguir a vida de Matilde, Patrícia e Tomás.
Três universitários em fase de transição. Chegaram a Lisboa há pouco tempo. Os primeiros tempos de faculdade foram de adaptação. Os locais onde estavam a morar anteriormente estavam longe de ser os ideiais. Agora que encontraram o apartamento ideal, estão decididos a aproveitar tudo o que a cidade tem para lhes oferecer: cultura, amigos e novas experiências, longe do olhar preocupado e “controlador” dos pais!
Terão de aprender a lidar com a ausência dos amigos, da família. Com as contas que têm para pagar – o dinheiro não cai do céu e terão de fazer alguns sacrifícios. E ainda, terão de aprender a lidar com a personalidade de cada um. Dividir um apartamento é sempre um desafio que, no início, parece fácil de enfrentar. Mas que se revela uma prova de resistência a longo prazo! Contas para pagar, pequenas discussões, noites de farra. Segredos, intrigas… É o que estes três estudantes vão partilhar.